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Aprendizado, diversão e networking

14/08/13

* Por Gabriele Santos

Olá, pessoal!

Pela última vez escrevo aqui no blog. Sou a ismartana carioca que passou dias inesquecíveis na Universidade Yale. Umas das coisas mais marcantes foram as pessoas que conheci. Fiz amigos de várias partes do mundo, da Alemanha até os EUA (claro, hahaha), passando por Luxemburgo e Ilhas Virgens. Os “staffs”, como chamávamos os funcionários que ajudavam no programa Explo, eram incríveis! Minhas líderes de grupo eram maravilhosas, uma delas falava seis línguas!!! E uma outra professora com quem conversei estudou em Harvard! Foi maravilhoso ter conversas tão proveitosas e escutar tantas línguas diferentes em um só lugar.

Meu 'living group' no Explo: Vandy A 1-2

Meu ‘living group’ no Explo: Vandy A 1-2

Quem diria que em uma só viagem eu conheceria três das maiores universidades americanas, Harvard, Columbia e Yale, sem contar a singela e aconchegante Fairfield. Estive em três Estados: Connecticut, Massachusetts e, claro, New York – onde passeei por Times Square, Rockefeller Center e Broadway. Os museus eram lindos!

E a cultura? Totalmente diferente! Eu fiquei chocada quando recebi um cent de troco – para mim, aquilo era um absurdo. Sem falar em almoçar sanduíches e tomar café com cereal, ovos, bacon, panquecas, frutas e mais tudo o que se tem direito. Onde estava meu cafezinho com pão com manteiga? E o arroz e feijão? E o bife? Isso foi triste. Um fato engraçado: quando coloquei ketchup na pizza, meus amigos italianos quase enfartaram perguntando o que eu estava fazendo. Para mim, aquilo era tão normal! Então peguei garfo e faca para comer minha deliciosa pizza e foi a vez dos americanos me julgarem, perguntando o que eu estava fazendo, porque pizza se come com a mão, diziam eles. E mais: a água da bica é filtrada lá nos EUA! Quando vi minha amiga enchendo a garrafa d’água na pia achei muito estranho, mas a água era potável (ainda bem, né!?).

Algumas perguntas de meus colegas me chocaram muito. Pareciam que tinham faltado às aulas de História. Me perguntaram, por exemplo, se eu falava espanhol, o porquê de o Brasil falar português, se eu falava brasileiro (essa doeu!) e a pior de todas: alguns não sabiam que Portugal era um país! Acreditem ou não, eu ouvi tudo isso e percebi que nos EUA eles realmente focam mais na história nacional e não falam muito do resto do mundo, infelizmente.

Conheci várias culturas, assisti a um debate sobre Israel e Palestina com pessoas de Israel e da Palestina e tive aulas em estilos diferentes dos daqui do Brasil – na minha classe de Escrita Criativa, por exemplo, vi que eles têm outro modo de escrever, com outras técnicas que vou usar e as quais foi muito interessante aprender.

A última noite em Yale foi muito triste. Praticamente ninguém dormiu. Comemos, cantamos e aproveitamos os últimos momentos que teríamos juntos. Muita gente chorou. Não importa se eram garotos ou não, a dor de ter de deixar pessoas de quem você fica realmente muito próximo é a mesma. O tempo passou muito rápido, foram somente três semanas, mas parecia que nos conhecíamos por mais de um ano, porque vivíamos juntos, almoçávamos e jantávamos juntos.

Reencontro com meus pais no aeroporto

Reencontro com meus pais no aeroporto

Sem dúvida, foi a maior experiência da minha vida, até agora. Muitas lembranças vão ficar na minha mente e o contato não vai acabar. Não sabia que aprendizado, diversão e networking podiam funcionar tão bem juntos.

Agradeço primeiramente a Deus e, depois, ao Ismart, por essa grandiosa oportunidade. E também a todos que me apoiaram e ajudaram nesse processo.

Segue um vídeo que fizemos lá. Ficou muito engraçado e criativo! Detalhe: tudo foi filmado em uma única tomada. Eu consegui me ver, e vocês? Hahaha.

Muito grata, me despeço pela última vez como estudante do Explo.

Pôr do Sol no Aeroporto de Washington

Pôr do Sol no Aeroporto de Washington: tchau, EUA!

Até a próxima!

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