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‘Foi transformador’, diz aluno do Ismart sobre programa de formação de líderes na Jordânia

10/12/14

De 22 a 29 de novembro, o bolsista do Ismart Danilo Oliveira Vaz, de 20 anos, participou do PGLA, um programa de formação de lideranças que reuniu jovens do mundo inteiro em Amã, capital da Jordânia. O curso envolveu os participantes em simulações, debates e contato com professores, políticos e líderes influentes.

Danilo é aluno de Engenharia Mecânica na Unesp Bauru. Ingressou no Ismart em 2010, pelo Projeto Bolsa Talento, para cursar o ensino médio no Colégio Sidarta, de Cotia.

Confira abaixo os principais comentários de Danilo sobre o PGLA, que, para ele, foi uma experiência “transformadora”.

Programa

“A Preparing Global Leaders Academy – Jordan faz parte da Preparing Global Leaders Foundation – um programa internacional de treinamento de lideranças com câmpus na Rússia, Macedônia, Jordânia e Estados Unidos. A fundação foi criada por Sam Potolicchio, professor e chefe do Departamento de Estudos sobre Lideranças Globais na maior universidade da Europa, a Russian Presidential Academy of National Economy and Public Administration. Ele também é professor sênior na Universidade de Indianápolis e professor visitante em Georgetown e na New York University (NYU), todas elas instituições americanas.”

Aulas

“Durante os sete dias do programa, fui exposto a todos os conceitos e treinamentos aplicados por Sam a seus clientes no seu “segundo” trabalho como “treinador de presidentes” do mundo. Assim, todas as minhas aulas (que iam das 8h às 18h, às vezes, 19h) foram pautadas em liderança abrangendo temas desde a fundação da liderança até simulações parlamentares.

Além disso, também contamos com a presença de outros professores que contribuíram com algumas aulas do programa. Foi o caso do professor Sami Aburoza – fundador da empresa de consultoria internacional Y-Motions, ex-professor de Harvard e especialista no caso Israel-Palestina – que lecionou sobre as práticas de líderes cosmopolitas. Além dos professores Judith e Clyde Wilcox, ambos da Universidade Georgetown, que lecionaram sobre temas como o papel da mulher na liderança, motivação e como responder a perguntas. E, claro, como todas as aulas e discussões eram em inglês, tive uma grande evolução no domínio desta língua.”

País

“A Jordânia foi um país que me surpreendeu muito positivamente. Lá, quebrei muitos estereótipos sobre o Oriente Médio e também sobre o islamismo. Aprendi que os países árabes têm um senso muito forte de irmandade, reforçado pela religião em comum. Mas também que eles sabem respeitar as minorias étnicas e religiosas. O povo, assim como no Brasil, é muito acolhedor e hospitaleiro e, apesar das diferenças linguísticas, encontrei traços que nos uniam ainda mais, como o bar Amigo, onde ouvi músicas da banda Rouge e de Michel Teló.

A identidade árabe no país e algo ainda muito forte, mas a invasão da cultura ocidental já se apresenta como um fator preocupante, uma vez que se ouve a língua inglesa em todos os lugares como rádios, televisões e outdoors.

O país ainda é dotado de maravilhas naturais que nunca imaginei encontrar. Durante minha estada lá, tive o privilégio de conhecer o Mar Morto no ponto mais baixo da Terra, acampei nas areias congelantes do deserto de Wadi Rum e conheci a cidade histórica de Petra, já dominada pelos impérios Otomano e Romano e considerada uma das sete maravilhas do mundo. Esses lugares são magníficos e ricos em história de uma maneira que é possível sentir uma energia diferente apenas pelo fato de estar lá e que, por isso, me forçam a querer voltar.

Além disso, ainda tive a oportunidade de conhecer mais sobre a culinária do país, que, surpreendentemente, me agradou muito. E confesso que andar de camelo foi uma das coisas mais inusitadas e divertidas que fiz por lá.”

Contatos

“Sem dúvida, todo o conhecimento prático e teórico sobre liderança que adquiri durante o programa são impagáveis e incomparáveis. Mas o mesmo pode-se dizer sobre o crescimento da minha rede de contatos após essa experiência. Entre os 40 participantes, o programa contava com pessoas de 23 nacionalidades, com gente do Azerbaijão até Kosovo (um país ainda não reconhecido pelo Brasil após sua independência da Sérvia), passando por Indonésia, Bulgária, Reino Unido, México, etc.

São pessoas extraordinárias que, com certeza, no futuro, estarão liderando países, ONGs e empresas. Tentar prever os projetos seguintes que podem resultar dessas conexões é simplesmente impossível, mas tenho certeza de que coisas boas virão.

Estreitei também relações com os professores que ministraram as aulas, já que estes ficaram hospedados nas mesmas acomodações que os participantes e, por isso, estávamos sempre juntos, inclusive durante as refeições. E o incrível de tudo é como criamos laços extremamente fortes durante esse curto período de tempo e como algumas reuniões ao redor do mundo já estão acontecendo.”

Resultado

“Não penso duas vezes para dizer que esta foi a melhor experiência da minha vida. Voltei ao Brasil com muita fome de fazer coisas novas e anseios que espero suprir de uma forma ou de outra. Estou mais ciente de quem eu sou e de onde quero chegar e acredito que o caminho dessa trajetória ficou menos obscuro e difícil com todos os conhecimentos e conexões feitas no programa. Como respondi a um professor assim que voltei ao Brasil: posso ainda não estar pronto para mudar o mundo, mas com certeza estou um passo mais próximo.”

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