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Sem tempo de descanso

10/08/15

* Por Leonardo Florentino

Olá, ismartanos! Espero que estejam gostando do blog!

Hoje vou falar um pouco dos passeios que fiz ao longo dessas semanas e vou aprofundar um pouco mais sobre minha experiência nos cursos.

Bem, devo dizer que todo dia em Yale é uma nova aventura e que fazemos tanta coisa que, no fim do dia, fico esgotado e quase sem energias para escrever o texto do blog (mas aqui está, não se preocupem, hahaha). O fato é que acordamos às 7h e muitas vezes vamos dormir à meia-noite, tendo nesse intervalo um grande número de atividades que exigem muito do corpo e da mente.

Minha rotina diária começa às 9h, quando começa minha aula de Economia. Nos últimos dias discutimos a crise econômica venezuelana, por que o mundo é tão desigual e como as pessoas não fazem ideia do quão grande é o abismo entre os ricos e os mais pobres, entre outros assuntos. Tivemos também de fazer um projeto final, onde deveríamos agir como um consultor, resolvendo um problema que existisse na Explo (nome do summer course em Yale) usando conceitos econômicos. O mais legal dessas aulas é que elas te fazem refletir sobre o mundo pela perspectiva de pessoas de diversos locais, e isso é muito enriquecedor.

Às 11h começa minha aula de Matemática Aplicada, onde vemos como a matemática pode ser poderosa em nosso dia a dia. Alguns dias atrás fizemos um projeto de um barco que fosse estável na água e rápido, tendo de lançar mão de algumas equações matemáticas. Novamente, o que se se diferencia do Brasil é que nós montamos efetivamente o barco e víamos o que acontecia.

Lá pelas 14h45 começam nossos workshops, que são como um curso, mas de duração menor. Atualmente o meu consiste em discussões sobre a política externa das nações e de simulações de como agiríamos se fôssemos o governante de um país em que houvesse um incidente diplomático. Estou adorando, pois esse workshop nos permite entender a visão de vários pontos de vista e adquirir uma percepção maior de como funciona a política em diversas escalas, seja nacional ou global.

Acima dei uma amostra da maratona diária durante a semana. O fim de semana, que aparentemente seria um descanso, na verdade é tão intenso quanto as atividades da semana! No primeiro deles tive a oportunidade de conhecer quatro locais que qualquer pessoa que vá para Nova York deveria visitar: o Museu Guggenheim, o Museu Metropolitano de Arte (o famoso Met), o One World Trade Center e a Estátua da Liberdade!

O primeiro é um museu de arte moderna e contemporânea e o segundo tem objetos de qualquer período histórico que você possa imaginar, como do Egito Antigo e da Idade Média. Foi uma viagem através do passado que eu nunca vou esquecer, mesmo que, em duas horas, não tenha explorado nem 10% do que o museu tem, de tão grande que é!

One World Trade Center

One World Trade Center

Sobre o passeio do outro dia, para mim foi muito especial visitar o One World Trade Center e sentir que o passado estará sempre presente com o memorial do 11 de Setembro. A beleza do novo prédio impressiona e mostra que, embora não esquecido, o que aconteceu foi superado.

Adorei também entrar no presente que os franceses deram aos americanos em 1886. Sim, estou falando da Estátua da Liberdade. Apesar da fila e da demora até poder chegar à ilha onde a estátua está localizada, a vista que se tem da ilha de Manhattan é impagável.

Bem, acredito que me empolguei ao descrever minhas experiências. Mas acho que vale a pena detalhar o que acontece por aqui, pois assim vocês poderão entender a importância de se estar em uma experiência como essa. Em alguns dias minha jornada aqui estará terminada e sei que será difícil dizer “Goodbye, Yale”.

Manhattan vista da Estátua da Liberdade

Manhattan vista da Estátua da Liberdade

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