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Sobre pebolim e terrorismo

17/08/15

* Por Pedro Henrique Navarro

Na MUN em UC Berkeley

Na MUN em UC Berkeley

Hey, guys!

Novamente chegou aquele momento que menos gosto em experiências tão marcantes como essa: o adeus. Mas, antes disso, vou falar do quão insano foram os últimos dias na Simulação das Nações Unidas (MUN, na sigla em inglês) que participei na Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley).

Uma das partes mais incríveis do programa foi a oportunidade de treinar o discurso em público, principalmente por ser em outra língua. Tivemos algumas atividades em que precisamos preparar um discurso com algum tema aleatório escolhido por nós, ou por um de nossos colegas.

Aaron, nosso diplomacy fellow

Aaron, nosso diplomacy fellow

Em um deles, elaborei um discurso sobre “café” (sim, bem aleatório, mas era a saudade do café brasileiro). Em outro, porém, como se já não estivesse aleatório o suficiente, meu amigo me deu o tema “unha do dedão do pé” (muito obrigado, Jonah, haha). Enfim, preparei meu discurso rapidamente e até que caminhou bem para um tema como esses.

Me espantei com a melhora que todos demonstraram nos discursos ao longo do programa, se esforçando para melhorar em aspectos como postura, entonação, movimentação e personalidade aplicada.

 

Na metade do programa tivemos um treinamento de simulação sobre o tópico “segurança alimentícia”. No início estávamos muito nervosos, já que se tratava de nossa primeira experiência.

Depois da primeira simulação

Depois da primeira simulação

Eu estava receoso, principalmente, por ter tirado como país representante os EUA! Pela importância do país com relação ao tópico, precisaria trazer bons argumentos e soluções para a conferência. No final acabamos nos divertindo muito, pudemos nos acostumar com todos os procedimentos de uma MUN e ficamos mais confiantes para a simulação final do programa.

Saindo um pouco da MUN, uma das coisas que mais marcaram nossas tardes foi jogar pebolim com todos. É extremamente engraçado o modo como o pessoal leva a competitividade que usam nas simulações para a mesa de pebolim. Rapidamente ela já ficava cercada por todo mundo vibrando a cada gol.

No último dia tivemos um jogo chamado “superlative game”, que continha perguntas do tipo “quem tem o cabelo mais estiloso do programa?”, ou “quem talvez se torne apresentador de talk show?”, seguidas por uma lista de participantes do programa, dentre os quais deveríamos selecionar um que melhor se encaixava para a pergunta. Havia uma categoria sobre “quem é o mais provável a se tornar jogador profissional de pebolim?”. Bom, ganhei essa por unanimidade, haha.

No último dia tivemos a atividade tão esperada: a simulação final. Todos haviam passado a noite anterior se dedicando nos position papers, pesquisando MUITO e preparando discursos e soluções para o tema.

Nosso grupo, os MUNsters!

Nosso grupo, os MUNsters!

O tópico de discussão da simulação foi “Terrorismo Não Estatal”, e representei o Afeganistão. Apesar do clima meio “sério” (todos de terno, focados no tema e nos seus países), me diverti demais com tudo. No final, me uni com representantes do Irã, Nigéria, Austrália, Japão, Egito e Paquistão para elaborar a resolução ao tema.

O esforço valeu a pena, já que a nossa foi uma das resoluções aprovadas pelas delegações! No encerramento do programa tivemos também a entrega dos diplomacy awards, que são dados para aqueles que mais demonstraram evolução ao longo do programa e se destacaram na simulação. E, guess what?, fui um dos escolhidos!

Agnes Villanueva (ou Mrs. V), residential counselor do nosso dormitório

Agnes Villanueva (ou Mrs. V), residential counselor do nosso dormitório

Depois de tudo isso, posso dizer que essa experiência na UC Berkeley me trouxe aprendizados e boas memórias para a vida toda.

Foi incrível vivenciar uma MUN e, depois do grande apoio que os counselors nos deram, quem sabe não começo um grupo de simulações no meu colégio?

Motivação não falta!

Bom, a experiência do Best Delegate na UC Berkeley fica por aqui, e meu tempo nos EUA durante essas férias também.

Fico feliz que, ao analisar o “saldo final” disso tudo, vejo que fiz grandes amigos de todos os cantos do mundo, passei pela universidade dos meus sonhos e vivi as melhores e mais intensas experiências da minha vida.

Extrema satisfação e saudade são o que sinto sobre esses programas. O grande objetivo agora é continuar o esforço e usar todo esse aprendizado como motivação para alcançar o sonho de voltar para os EUA ano que vem, mas, dessa vez, como um aluno universitário de fato. #partiu, haha!

Representando o Motivando o Futuro, meu projeto social, no Best Delegate

Representando o Motivando o Futuro, meu projeto social, no Best Delegate

Grande abraço para todos vocês. E see ya, USA!

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