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Espírito buldogue

22/07/16

* Por Dominique Mattos

Oi, gente! Eu sou a Dominique Mattos e atualmente estou cursando o 3º ano no Colégio Móbile, em São Paulo. Cheguei aos Estados Unidos no domingo, 17 de julho, depois de uma longa e cansativa viagem de 10 horas (primeira vez “andando” de avião… pois é!) para participar do programa Explo, em Yale, que fica na cidade de New Haven. Quem diria que eu seria atacada pelo espírito buldogue daqui?!

Para quem não sabe, o buldogue é o mascote da universidade ;-).

yale_bulldog

Eu já comecei a me encantar pelos arredores antes mesmo de chegar à universidade, tirando inúmeras fotos dos prédios e casas que eu via enquanto estava no ônibus que peguei no aeroporto de Nova York. Eu pensei: “Se as construções daqui são assim, como deve ser o câmpus de Yale?”.

Chegando a Yale, eu devo dizer que eu não me decepcionei nem um pouco. Na verdade, eu até subestimei a universidade por falarem tanto dela e me surpreendi bastante com a cidade e as construções, principalmente! É muito prazeroso andar por aqui e ver tanta beleza e cuidado concentrados num espaço só. Então, eu não diria que foi um amor à primeira vista, mas foi um amor verdadeiro por tudo que vi e o que viria dali em diante. E, bom, não dá pra se esperar menos de uma menina que é LOUCA por história, arte, arquitetura gótico-moderna e séries/livros de romance do século 19, né?! (hehe)

Depois de me “registrar” no programa (o que foi um processo estranhamente divertido), fui conhecer o dorm e trocar de roupa, porque o verão aqui é intenso demais (outra coisa que eu subestimei). As companheiras do meu living group (grupo de convivência) foram chegando conforme a tarde passava e fomos nos conhecendo. Tem muitas americanas comigo, mas também tem uma alemã e duas moças libanesas aqui. Todas muito comunicativas e com um algo a mais!

Quando a semana começou, eu tive esse sentimento muito estranho de que aqui o tempo passa muito devagar – no sentido positivo. Logo pela manhã nós tomamos um café da manhã bem americano no refeitório – Dining Hall Schwartzman Center, que é ENORME e lindo. E depois fomos fazer nossos cursos. Eu atualmente faço Psicologia Criminal e Personal Essay Writing.

O curso de Psicologia Criminal é extraordinário! Nele, nós estudamos quais são os fatores psicológicos e sociológicos que podem fazer alguém se transformar num criminoso ou não, analisando crimes famosos e perfis de serial killers. É algo muito novo pra mim, e eu realmente estou começando a me interessar pela área da justiça criminal e pelo sistema carcerário – e, apesar de o curso falar muito sobre os EUA, eu penso muito no Brasil.

Eu tive minha primeira aula de Personal Essay Writing na quarta-feira, dia 20, e gostei demais do que vi. Uma autora de best-sellers chamada Kelly Corrigan nos deu dicas de como escrever e contar boas histórias. Foi extremamente produtivo e útil para, hum… alguns projetos de vida por aí ;-).

Após o almoço, eu faço o workshop de Direitos Humanos em Áreas de Conflito. Esse é um assunto do qual eu não tenho muita expertise pra falar, mas que gosto muito e é presente na realidade global e, portanto, muito importante. Nós discutimos desde coisas abstratas, como a definição de ser humano, até reais violações dos direitos humanos, como o genocídio de Ruanda. O mais legal dos cursos e dos workshops é que os alunos, de diferentes países, são ativos nos debates e na produção de projetos e textos em geral, algo bem diferente do nosso sistema educacional.

Depois dos workshops, temos praticamente a hora livre – o que não significa que não fazemos nada. Na verdade, fazemos MUITAS coisas: estúdios de teatro, dança, arte e até mesmo apresentações e eventos muito divertidos! Mas o que mais me encanta é quando dá 19h e uma das inúmeras capelas começa a tocar todos os seus sinos, com uma melodia muito linda e com várias pessoas andando, brincando e estudando por aí. Dá até um negocinho no coração (que ainda não consegui nomear, me desculpe).

Bom, sobre amig@s… Eu sou uma pessoa naturalmente introvertida, então eu demoro um pouco pra me abrir (mas isso não tira o fato de que eu falo pelos cotovelos sobre absolutamente tudo… Contraditório? Talvez). Mas já estou me acostumando com as minhas amigas, meu inglês já está fluindo com mais naturalidade e já nem parece mais que eu acabei de sair do Brasil… Parece que eu estou aqui há um tempão! (no sentido positivo, ok?!)

Bom, eu vou deixar uma foto minha em frente ao prédio do meu dorm, Welch. Não, eu não sei sorrir, só sei fazer caretas. Mas vou me esforçar pra tirar uma foto melhor!

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No próximo post eu venho com mais novidades e provavelmente fotos de museus e BIBLIOTECAS. Acho que não tem coisa que eu mais gosto do que bibliotecas com livros históricos, e digamos que Yale é o melhor lugar pra tudo isso.

Até logo, bonitinhos! :D

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