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Uma mochila perdida em Yale

19/08/16

* Por André Garcia de Oliveira

Depois dos três dias em Nova York, achava que minhas férias não poderiam ficar melhores. Até chegar a Yale! O Young Yale Global Scholars (YYGS) foi marcante na minha vida, e tenho milhares de motivos para chegar a tal conclusão.

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Fiquei muito receoso com a primeira impressão que poderia ter deixado. Eu, super ansioso com tudo, acabei perdendo minha mochila com o passaporte e todos os documentos no primeiro dia. Depois de me inundar em lágrimas por dentro, no fim do dia acabei rindo muito do que tinha acontecido. Felizmente, consegui encontrar a mochila – havia deixado no ônibus – e ainda tornei uma inconveniência em uma oportunidade. Sem saber quem estava me acompanhando até o estacionamento dos fretados, onde teria minha mala de volta, engatei uma conversa, para ser sociável, e acabei fazendo inúmeras perguntas sobre a universidade. Resultado: compartilhei experiências e obtive indicações de uma fonte super confiável. Só mais tarde descobri que estava falando tão somente com a diretora do YYGS!

No dia seguinte tive uma melhor ideia de como seria a minha rotina no programa. Primeiro, acordar às 7:30, tomar banho e ir para o café às 8:00. Tinha bacon, panqueca, waffles, bagels e tudo típico de um breakfast norte-americano que você possa imaginar. Às 9:00, caminhar para um auditório a 1km de distância, onde a cada dia havia uma palestra diferente, com um professor de Yale falando das 9:15 às 11:00.

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Depois, o grupo de 250 pessoas se dividia em inúmeros grupos de aproximadamente 15 pessoas e cada um seguia para um prédio diferente, onde sessões de discussão e aprofundamento da palestra seriam dirigidas por outro instrutor, das 11:15 às 12:15. O almoço começava 12:30, em um belíssimo refeitório (dining hall). Assim como os cafés da manhã, os almoços sempre eram deliciosos (como também eram os jantares).

A programação da tarde variou bastante ao longo das duas semanas, mas em geral se resumia aos seminários e ao projeto final (chamado de capstone project). Os seminários eram aulas sobre assuntos específicos que havíamos escolhido previamente. Os meus foram fantásticos. Tentei ser bem eclético e escolhi desde Como Ressuscitar Mamutes a uma aula sobre o filme “WALL-E”.

Escolhi também um sobre Evolução, outro sobre Refugiados do Clima e outro sobre Astronomia. Para a maioria deles, havia leituras prévias, de modo que pudéssemos otimizar o tempo com discussões. Houve debates, experimentação em laboratório, análise de fósseis reais…

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Sem dúvida, os oito seminários foram a parte acadêmica que mais gostei. O capstone project, por sua vez, era como uma prévia de um projeto científico. Tivemos um tema, fizemos um recorte dele, fizemos uma pergunta, pesquisamos muuuito, fizemos análise de textos científicos, escrevemos um relatório, fizemos uma apresentação… ufa. Muita coisa. Mas valeu a pena.

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No YYGS, fazíamos parte de uma “família”. Cada uma com um instrutor (que alguns chamavam de mãe ou pai, kkk) e um grupo de aproximadamente 10 alunos. Na minha “família”, nós discutíamos a vida, o programa, jogávamos cartas, íamos para museus e sorveteria. Era um ótimo jeito de estreitar relações. Tinha gente de todo canto: Quênia, Turquia, China, Paquistão, Singapura, BRASIL!

'Brazilian squad' era como os gringos nos chamavam

‘Brazilian squad’ era como os gringos nos chamavam

Até o próximo post!

Com minha 'família' de Yale na sorveteria

Com minha ‘família’ de Yale na sorveteria

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