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Conheci o acelerador de partículas de Stanford

20/07/17

Entre 25 de junho e 14 de julho, Larissa Fabião da Fonseca participou de um curso de verão na Universidade Stanford. Este é o terceiro (e último) texto que ela escreveu para o blog, em 18 de julho.

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* Por Larissa Fabião da Fonseca

Olá, pessoal!

Após três semanas nos Estados Unidos, já estou de volta ao Brasil. Sinto-me triste por não estar mais com todos os amigos que fiz durante o summer. Também estou com saudade do curso, que, mesmo sendo difícil, era muito legal, e, claro, da maravilhosa Universidade Stanford.

Minha última semana no intercâmbio foi bem corrida. Precisei apresentar um projeto de conclusão de curso, participei de mais alguns passeios superinteressantes e, claro, aproveitei para conhecer mais lugares da universidade com meus amigos.

Hoover Tower vista por um pequeno mirante na universidade

Em todos os cursos do “Pre-Collegiate Summer Institutes” da Universidade Stanford, os alunos precisam entregar um projeto final aplicando o que foi ensinado nas classes. O trabalho geralmente é feito em grupo e inclui uma parte escrita e uma apresentação.

Meu grupo escolheu o tema “Lentes Gravitacionais”, uma área que está muito ligada à Teoria da Relatividade. É um efeito cosmológico previsto pela teoria de Einstein.

Preparando o trabalho, consegui revisar todos os conteúdos que vi durante o programa e aprender mais detalhes sobre a aplicação da Teoria da Relatividade no dia a dia de pesquisadores. Por usarmos como base para as pesquisas arquivos acadêmicos em inglês, precisei lidar com a complexidade nova de desenvolver projetos em outra língua, o que ajudou a melhorar meu inglês ainda mais.

Ao apresentar o trabalho, saí completamente da minha zona de conforto, pois esta foi minha primeira apresentação em inglês. Mesmo me enroscando para falar algumas palavras, fiquei feliz com o resultado!

Como o curso que escolhi é mais teórico, o professor teve dificuldades para encontrar aulas práticas. Houve apenas duas: visita a um laboratório na universidade e ao acelerador de partículas operado por Stanford.

Visita ao acelerador de partículas operado por Stanford

Na última semana conhecemos o acelerador de partículas, onde grandes descobertas da atualidade foram feitas e de onde saiu também um Prêmio Nobel. O acelerador é realmente fantástico e pude conhecer inclusive o local onde está sendo construída a maior e melhor câmera do mundo, para um novo telescópio em desenvolvimento no Chile.

Construção da maior e melhor câmera do mundo

Fiquei muito feliz em saber que alunos de Ciências da Computação também podem ajudar nas pesquisas desenvolvidas no acelerador, já que pretendo fazer esse curso na universidade. A visita ao acelerador aumentou ainda mais minha vontade de estudar fora.

No último dia do programa recebemos a foto da casa, tirada com os alunos dos dois cursos que moravam na mesma residência, e também tivemos uma última reunião da casa.

Região do câmpus onde fica a residência em que me hospedei

Neste último dia, praticamente não dormi. Antes de pegar o ônibus rumo ao aeroporto, fiquei acordada com alguns amigos, conversando e brincando com jogos, pois ninguém queria que essa experiência maravilhosa chegasse ao fim.

Fiquei muito triste em ter de partir, mas feliz por estar voltando ao Brasil. Com toda certeza, quero voltar para essa universidade incrível e manter as amizades que fiz.

Participar de um summer é uma oportunidade única e inesquecível. Não é um tempo só para melhorar seu inglês. É também para aprender coisas novas, conhecer novas culturas e lugares, fazer amizades, estudar muuuito e criar lembranças.

Agradeço ao Ismart por todo o apoio que tive para participar deste summer. E agradeço a vocês por terem me acompanhado aqui pelo blog. Até mais!

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