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O planeta Harvard e seus mistérios

23/07/18

*Por Taily Maeda:

Boa tarde, senhoras e senhores que aqui se encontram lendo o meu texto!

Alguém já imaginou como seria passar duas semanas inteiras estudando em uma das melhores universidades do mundo, em um país totalmente diferente? Diretamente de Harvard, me permita ser sua guia, neste mundo novo, analisando os aspectos gerais para ver se a expectativa do Summer realmente bate com a realidade.

Sobre Harvard
Primeiramente, é normal pensar em Harvard como um prédio, uma estrutura única onde se encontram todas as salas de aula e os dormitórios. Grande engano. A primeira coisa que aprendi, ao chegar em Harvard, é que ele não é uma estrutura única, mas uma tremenda de uma cidade!

(Castelo Harvard, paint sobre celular, 2018)

Em Harvard, praticar caminhada pela manhã não era mais questão de bem-estar e saúde, mas de sobrevivência para conseguir chegar no café da manhã em tempo. Admito que, nesse período, perdi vários.

(A primeira coisa que você irá receber ao fazer o check-in será um mapa)

Refeições
Enfim, refeições também é outro fator a se refletir. Você, caro leitor, quando passa vários dias em um lugar novo, tem algo que mais o preocupa do que o que você irá comer? Sim.

As refeições são realizadas no digníssimo Annenberg, o Brenno já falou um pouco disso aqui, mas preciso repetir que é a cópia mais exata do salão principal de Harry Potter que a J.K. foi capaz de imaginar (Harvard plagiou HP?).

Outro fato sobre Harvard é que o local é uma festa de diversidade, com estudantes dos quatro cantos do mundo, e o Annenberg sabe disso. Refeições muito bem variadas com sorvete de graça no final, todo dia. Sorvete. De graça. Todo dia. Arroz só de vez em quando. Mas sorvete? Diariamente. 10 pontos para Harvard.

(Berg, Annen)

Qual é a sua casa?
Novamente, similar ao Harry Poter, ao entrar em Harvard você é sorteado em casas: Mather e Dunster. Dunster, a residência dos cervos, é benzida com janelas grandes e quintal. Mather, “os leões enfileirados”, é feita de televisões e a assinatura de Conan O’Brian. Deixo a decisões em suas mãos, caros leitores. Qual delas é a melhor?

Sobre o programa
A seguir, temos a nossa amada rotina de aulas. Amada com ênfase. Meu Deus do céu, que aula. Eu escolhi o curso Mind, Brain and Consciousness; uma viagem dentro da história da consciência. Não tenho mais certeza do que eu esperava quando a escolhi, mas sei que, o que quer que tenha sido, todas as minhas expectativas foram superadas. Diariamente, tenho aprendido sobre assuntos novos e profundos que despertam a curiosidade de todos os alunos e levam a discussões, sobre filosofia e psicologia, que sempre acabam tomando um rumo inesperado.

Como podemos provar que bebês são conscientes? O que acontece com a mente de uma pessoa que teve o cérebro cortado ao meio? Por que não curamos o Alzheimer ainda? Perguntas como essas tentavam ser respondidas diariamente, com o uso de artigos científicos e muita argumentação.

E, por fim, há o tempo livre fora das aulas. Bem, não exatamente livre. No programa, podemos escolher 8 atividades, distribuídas pelas 2 semanas, para ocupar nosso tempo e nos oferecer aprofundamento em assuntos relacionados ao vestibular, temas acadêmicos, sociais e culturais. Dentre as atividades oferecidas, as que mais me marcaram, posso citar a visita ao Fine Arts Museum, um dos lugares mais belos que tive o prazer de conhecer nesta vida; a casa do Modern Rome, o art inception (não exatamente artception), um quadro gigante que é bem mais belo na vida real do que na internet.

Existem muitos outros aspectos de Harvard que eu gostaria de contemplar neste texto, como sua interessante biodiversidade (sem pombos), a mistura imensa de culturas (de estadunidenses a árabes e singapurianos), e os belos foodtrucks que rodeiam as pracinhas. Entretanto, por enquanto, encerro meu texto por aqui. Afinal, há partes que só podem ser entendidas quando vivenciadas.

Seu sonho te move? Então deixe ele te levar longe, talvez até Harvard. Assim, quem sabe quais segredos que você será capaz de descobrir por si mesmo?
Meu nome é Taily Maeda Colavite, direto do planeta Harvard. Câmbio, desligo.

 

 

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