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#DeixeSuaMarca – Naira e Luiz Fernando

05/06/20

Protagonismo e liderança fazem parte da trajetória da Naira e do Luiz Fernando, ambos graduados e profissionais de destaque da nossa rede Alumni Ismart. Veja a entrevista que fizemos com eles sobre a importância dos professores em suas vidas. 

 

Aproveitando o tema do nosso Encontro com Educadores, que falará sobre protagonismo e liderança, conversamos com dois graduados Ismart que entendem bem o significado dessas competências e as carregam em sua trajetória: Luiz Fernando Sousa e Naira Sathiyo, ambos graduados em Direito.

Luiz entrou no Ismart na primeira turma do Projeto Alicerce no Rio de Janeiro, em 2005. Ele estudou no colégio São Bento e se formou pela PUC-Rio com bolsa integral. Ex-morador da Rocinha, atualmente ele reside em São Paulo e trabalha como Associate Counsel (advogado) no Google.

Já a Naira entrou no Ismart em 2011 pelo Bolsa Talento, estudou no colégio Marista Arquidiocesano e se formou pela PUC-SP. Ela começou sua carreira como Assessora Jurídico Parlamentar na Assembleia Legislativa, pesquisando e elaborando projetos de lei para educação básica e superior de São Paulo. Atualmente, decidiu se dedicar a carreira pública e tem intenções de ampliar sua participação no cenário político.

Os professores de Luiz e Naira deixaram sua marca e foram fundamentais para eles chegarem onde estão hoje. Conheça a trajetória de sucesso deles na entrevista abaixo:

Como começou a sua trajetória no Ismart?

Luiz: Eu estudava no Escola Municipal George Pfisterer, no Leblon. Eu sempre fui curioso e atento, o que me fazia prestar atenção nas aulas e tirar notas boas, apesar de não ter rotina de estudos fora da escola. Lembro que no dia em que o Ismart foi na minha escola, eu havia acordado com uma vontade grande de soltar pipa. O dia estava lindo e o vento estava bom. Olhei para o céu, olhei para a mochila, pensei nas consequências e fui responsável o suficiente para não faltar (com um grande incentivo da minha mãe, claro rs). Naquele dia, o Ismart resolveu fazer o processo seletivo para a primeira turma do Projeto Alicerce. Eles apareceram de surpresa na escola carregando umas malas com provas de Português, Matemática, raciocínio lógico e conhecimentos gerais, e falaram que quem quisesse fazer era só ficar na sala. Uma parte dos meus amigos desceu para jogar bola, eu fiquei na sala e fiz as provas. Na cabeça de uma criança de 13 anos isso não faz muito sentido – só foi fazer sentido alguns anos depois.

Naira: Meu pai é um ex-metalúrgico, minha mãe uma ex-professora e eu estudei todo o ensino fundamental na rede pública de ensino. Ainda que eles não tivessem tido contado com uma boa educação e não pudessem oferecer a mim e aos meus irmãos uma educação de qualidade, eles sempre souberam a importância do conhecimento. Por esse motivo, durante minha infância, minha mãe sempre me levou para prestar provas para ganhar bolsas de estudos em colégios de excelência. Mas o percentual de desconto que eu recebia nunca foi suficiente para meus pais pagarem.

Até que em 2008 nós conhecemos o ISMART e eu prestei o tão concorrido processo seletivo, mas não fui aprovada na última fase. Foi muito difícil enfrentar o meu primeiro “não” aos 11 anos de idade, afinal tinha me esforçado muito para conseguir aquela bolsa. Mas minha mãe não me deixou desistir. Em 2010, quando estava no 9° ano na E.E Professor Paulo Rossi, prestei de novo o processo seletivo e fui aprovada! Conquistei a bolsa para cursar o ensino médio no colégio Marista Arquidiocesano, aqui em São Paulo.

Foram os três anos mais desafiadores da minha vida. Mas ainda que tenha sido um período desafiador, foram três anos muito importantes que me prepararam para prestar o Enem. Em 2014, ingressei na PUC-SP para cursar Direito com uma bolsa integral pelo PROUNI.

Durante a graduação me apaixonei pela área pública e decidi traçar minha carreira nesse setor, pois enxergava ali o principal caminho para exercer uma profissão que de fato impactasse em escala a vida das pessoas.

Eu sempre tive noção de que dei sorte de encontrar uma oportunidade tão incrível como a que o ISMART oferece logo cedo na vida. O fato de ter uma família estruturada também me ajudou nessa trajetória como bolsista. Eu sempre soube que era uma exceção à regra. Foi com esse sentimento de retribuição que eu decidi dedicar a minha vida e a minha profissão à educação e à boa política. Os alunos não podem depender da sorte, as oportunidades precisam estar disponíveis.

Como os seus professores foram importantes na sua trajetória acadêmica e profissional?

Luiz: Eu tive a sorte de ter professores maravilhosos que enxergaram o meu potencial desde cedo. Da 1° à 4° série, no CIEP Doutor Bento Rubião, na Rocinha, as minhas professoras de Português (Trícia) e Matemática (Vitória) me incentivaram e desafiavam, passando exercícios mais avançados para me estimular. Depois, já no EM George Pfisterer, a diretora e os professores me apoiaram demais quando passei para o Ismart e comecei a estudar no São Bento. Me apelidaram de “São Bento Boy” e até me deixavam dormir na aula quando estava muito cansado. Sempre se preocuparam em perguntar se eu precisava de ajuda com algo, se estava tudo bem, etc.

Naira: Os meus professores foram essenciais na minha formação como estudante e como pessoa. Eu tenho memória de ensinamentos de vários mentores que estiveram comigo desde muito nova. De alguma forma, eles deixaram registrado em mim ensinamentos que não consigo esquecer e que carrego comigo até hoje. Sou muito grata a minha professora de geografia, Maria Helena, que me inscreveu no processo seletivo do Ismart e em momento algum duvidou da minha capacidade. Professores são muito mais do que transmissores de conhecimento, os professores formam cidadãos e contribuem diretamente para o desenvolvimento do capital humano país.

E qual foi a importância do Ismart na sua vida?

Luiz: O Ismart mudou a forma como eu via o mundo – mudou a minha vida. Me permitiu ter acesso ao melhor ensino do Brasil e a explorar o meu potencial. Me deu as ferramentas para que eu pudesse abrir as portas e competir de igual para igual no mercado de trabalho. Hoje trabalho em uma multinacional de tecnologia e ganho bem o suficiente para montar a minha vida e ajudar a minha família.

Naira: Não tenho palavras para descrever a grandiosidade do Ismart na minha vida e na vida da minha família. Eu e meu irmão mais novo fomos aprovados no processo seletivo no mesmo ano, então muitas mudanças positivas ocorreram no nosso dia a dia ao mesmo momento. O Ismart me abriu portas únicas. Além de estudar em uma das escolas e universidades mais tradicionais do país, tive a oportunidade de fazer intercâmbio, conhecer e conversar com pessoas únicas, me preparar para entrevistas de emprego e construir um networking incrível. O Ismart não forma só acadêmicos e profissionais de primeira categoria, o Ismart nos forma como ser humano e forma caráter. Recentemente, meus pais voltaram a estudar e estão fazendo faculdade. Não tenho dúvidas de que o meu exemplo e do meu irmão como Ismartanos dentro de casa incentivaram muito a decisão deles.

Um dos princípios do Ismart é ajudar a desenvolver o senso de liderança e protagonismo em seus jovens bolsistas. Como você enxerga essas duas competências e como você acha que elas impactaram a sua vida e carreira?

Luiz: O senso de liderança estimulado pelo Ismart vem forte quando questionamos o status quo, quando não aceitamos uma realidade como ela é e vemos a capacidade de mudá-la para melhor. No ambiente profissional, isso fica evidente na organização de projetos e na entrega de trabalhos. Isso me permitiu, por exemplo, a passar em um processo de trainee super competitivo (Ambev) e a ser promovido diversas vezes desde que ingressei no mercado profissional. No ambiente familiar e social passamos a levar outra visão, a mostrar um pensamento diferente e a influenciar o meio, ajudando os outros a enxergar o seu próprio potencial.

Naira: Eu enxergo o bom exemplo como a principal estratégia para mudança efetiva numa comunidade. Um jovem com senso de liderança e protagonismo pode mudar o rumo de uma família e do país inteiro independente do setor onde ele atue. Sempre quis seguir uma carreira que impactasse positivamente a vida de outras pessoas, mas ainda não sabia onde poderia fazer isso em escala. Até que comecei a trabalhar com política e decidi me dedicar a esse setor tão importante que está ligado a todas as áreas do sociedade. A política é um meio hostil e desacreditado por boa parte da população brasileira. Mas eu tenho convicção de que a onda de renovação é real e que dá para fazer muita coisa boa com política feita por pessoas comuns para pessoas comuns. Estou me preparando para me tornar uma representante que vai muito além de boas intenções, mas que, de fato, pense em políticas públicas baseadas em dados, evidências e bons exemplos.

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