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‘Não crie barreiras, crie motivos para realizar o sonho de estudar fora’, diz universitário

12/01/15

O bolsista do Ismart Cássio dos Santos Sousa, aluno de Engenharia de Computação no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), está participando de um intercâmbio nos Estados Unidos pelo programa Ciência sem Fronteiras. Ele vai passar um ano na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, que fica no Meio-Oeste americano.

Cássio, de 21 anos, entrou no Ismart em 2006, pelo Projeto Alicerce, e cursou o ensino médio no Colégio Objetivo, em São Paulo.

No texto abaixo, o aluno compartilha com a comunidade de bolsistas do Ismart um pouco de sua experiência como intercambista.

Programa

“Vim para os EUA pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF) na modalidade graduação sanduíche, a qual permite intercâmbio de um ano durante o período da graduação (ou seja, após retornar, você ainda tem mais alguns períodos a concluir no Brasil). Completei o primeiro semestre do intercâmbio no fim de dezembro. Alguns alunos, por requerimento de inglês intensivo ou por extensão da bolsa, chegam a ficar até três semestres em graduação sanduíche.

Os bolsistas do CsF podem escolher para qual país irão, de acordo com as chamadas públicas que são abertas (e divulgadas no site da Capes/CsF). Dependendo do país, também é possível escolher para qual universidade você irá, mas normalmente é pedida uma lista com as preferências do aluno para, normalmente, três universidades, dada a necessidade de se atender diversos alunos de uma vez.”

Requerimentos

“Todos os candidatos do CsF precisam preencher uma série de formulários, não só por parte do programa mas também por parte de suas universidades, dado que é possível abrir espaço para os alunos dispensarem matérias no Brasil que já cursaram durante o intercâmbio.

Para o CsF nos EUA, foi necessário ter feito a prova do Enem em anos recentes com média mínima de 600 pontos em todas as provas. Para os países que falam uma língua diferente do português, pode ser requerida uma prova de proficiência na língua do país (inglês costuma ser a regra). No caso dos EUA, foi requerido o Toefl (Test of English as a Foreign Language).

Alunos com histórico de olimpíadas científicas ou de iniciação científica também podem divulgar suas conquistas durante a inscrição, contando como quesitos a serem avaliados pela Capes na escolha do aluno.”

País

“Decidi ir para os EUA. A escolha veio por conta de eu já me imaginar indo para o país durante o ensino médio. Não só isso, é também o país com grande investimento em pesquisa e com universidades no topo de rankings renomados para diferentes cursos e áreas.”

Aulas

“Há uma carga mínima a ser cumprida por cada aluno segundo o programa do CsF, mas quem decide a rotina de estudos é o próprio aluno. Primeiro, todos os alunos escolhem as matérias que irão fazer. Como eu vim por intercâmbio, a liberdade é um pouco maior para as escolhas, pois não sairei da universidade com um diploma. Escolho normalmente matérias nas áreas de Ciência e Engenharia de Computação, que tangem mais o meu curso, mas é possível pegar cursos de Línguas (como francês, espanhol, italiano, alemão, coreano, etc.) e matérias eletivas nas áreas de Física, Matemática, Estatística, Economia, entre outras. Dada esta liberdade, você é capaz de decidir não só os seus horários de aula mas também a sua carga horária de estudos.

É importante notar que, nos EUA, é comum haver mais do que só provas no final de cada bimestre, como ocorre no Brasil. Há aulas que podem pedir tarefas em uma aula a serem entregues na seguinte, na mesma semana. Esta cobrança por tarefas é útil por fazer com que o aluno sempre vá estudando um pouco de cada vez antes das provas, mas acaba por tirar bastante do tempo livre do aluno.

Por mais que um semestre difícil traga mais responsabilidades, achar um equilíbrio é essencial.”

Resultados/Recomendações

“Este ainda é o meu primeiro semestre aqui, então ainda há muita coisa a se descobrir.

Em termos de experiência de intercâmbio, há quem consiga descobrir tudo que precisa de um país (e de uma universidade, neste caso) em algumas semanas. Há quem precise de alguns anos para isso. Eu sinto que um ano (com dois períodos letivos) é o suficiente. Não só isso, o CsF abre oportunidade para a realização de estágio durante as férias de verão, tornando a experiência mais completa em termos acadêmicos.

Se você sentir que precisa experimentar um clima diferente daquele ao qual você pode estar acostumado na sua universidade, ou sente que entrou em alguma “mesmice”, o intercâmbio pode ser uma ótima opção, não só pelos amigos que irá fazer (que se tornarão a sua “família” longe de casa), mas também pelo conjunto incomparável de experiências que terá. Se sentir também que a área acadêmica ou a realização de uma pós-graduação no exterior pode acabar acontecendo após se formar, ter esta noção (mesmo que apenas pela graduação) antes de se formar pode ajudar bastante na decisão. Sei de amigos que decidiram fazer um mestrado no exterior por conta do CsF durante a graduação.

Se estudar fora for parte de seu sonho, seja ele qual for, não crie barreiras, crie motivos.”

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