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Yale, agora, é parte de mim

17/08/15

* Por Leonardo Florentino

Pois é, amigos ismartanos, acabou. E foi muito mais rápido e intenso do que eu imaginei.
Incrível pensar como os dois primeiros dias em Yale pareceram duas semanas, por estar me adaptando a um novo país, à nova rotina que eu teria, e como as duas semanas finais pareceram durar apenas dois dias, por já ter me acostumado àquele ambiente. Certamente foi uma das experiências mais marcantes de minha vida, porque, diferentemente de experiências anteriores, eu tive muitas oportunidades para apenas usar o inglês e fiquei tempo suficiente longe de casa para analisar como eu reagiria a isso.

No último fim de semana nos Estados Unidos assisti a um musical na Broadway chamado “Wicked”. Acredito que tenha sido a melhor decisão possível, já que os atores e o cenário nos fazem pensar que estamos sendo transportados de um teatro para um reino mágico!

No outro dia fui ao Rockfeller Center, local conhecido por abrigar a famosa árvore de Natal e uma pista de patinação nessa época do ano.

É lá também que fica o Radio City Music Hall, um enorme teatro que recebe diversos eventos, como o show de Natal da NBC (emissora americana) e espetáculos das Rockettes, um grupo de dançarinas bastante conhecido nos Estados Unidos. A decoração interna do teatro impressiona e olhando-o de fora, sem entrar, não é possível pensar que seja tão grande.

Nos últimos dias era difícil imaginar que seria a última vez que eu estaria realizando aquelas atividades, que eu estaria vendo aquelas pessoas. Em três semanas criei uma identificação muito grande com a universidade e com a cidade e a maioria das coisas em Yale me agradou.

Amigos em Yale

Amigos em Yale

Uma delas foi meu dorm (dormitório), que apesar de pequeno e muitas vezes quente, à noite, era um local onde me sentia bem, em casa, mesmo tão longe de casa. Adorei as pessoas do meu living group (grupo com o qual convivíamos por boa parte do tempo). Pessoas de culturas e origens tão diferentes me fizeram ter uma visão mais abrangente de outros locais, ainda que eu estivesse em Yale.

Meu living group, o Bingham A 123

Meu living group, o Bingham A 123

Sobre as instalações, almoçar no refeitório Commons foi um sonho realizado! Mesmo comendo lá durante três semanas, continuo deslumbrado com o lugar. Além do Commons, me agradou muito o estilo dos prédios de Yale. A junção de exterior antigo com interior moderno os torna belos e aconchegantes. Descobri também que Yale escolhe os dormitórios dos alunos à la Hogwarts, com um sorteio para decidir para qual “escola” o aluno vai; após isso há competições e atividades entre essas “escolas”, chamadas de “Residential Colleges”. Esse e outros fatores fazem-me pensar em aplicar para Yale, mesmo sendo uma universidade que não estava em meus planos, mas que agora faz parte de mim.

Volto para o Brasil com muitas memórias de Yale, e com vontade de voltar.

Agradeço ao Ismart pelo apoio e a vocês, leitores, por acompanharem um pouco de minha experiência aqui no blog.

Até!

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