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“Ser professora é ser capaz de fazer a diferença na vida de uma pessoa”

18/10/18

Nome: Nádia Ribeiro
Cidade: São Paulo
Escola: EMEF HEITOR DE ANDRADE
EE CALIM MANOEL ABUD
Professora há 20 anos

A Nádia já perdeu as contas das indicações e aprovações no processo seletivo Ismart, desde que começou a apoiar o Instituto. No nosso bate-papo, ela fala da relação com os alunos e de como estar próxima dos alunos pode deixar as coisas mais fáceis.

ISMART: O que na profissão de professora te emociona?
NÁDIA: Ver o brilho nos olhos da criança, ouvir “entendi”, perceber que ela consegue fazer coisas sozinhas que antes não conseguia. Ouvir perguntas que você não esperava que aquele aluno iria fazer.

ISMART:  Ser professora para você é?
NÁDIA: Essa pergunta é muito difícil, a sociedade brasileira tá muito complicada. Mas acho que é ser capaz de fazer a diferença na vida de uma pessoa.
Só em uma escola, eu já aprovei 12 alunos para o Ismart e 5 estão no processo de seleção. As pessoas te vêm muito como “e você só da aula? ” Como se fosse pouco, é uma vida de amor e ódio. Podia ser maravilhoso e gratificante se tivéssemos um olhar diferente.

ISMART: Qual o maior desafio da profissão?
NÁDIA: É conseguir fazer a diferença para um número maior de crianças. Atingimos alguns, mas outros ficam de fora. Essa limitação impede de mostrar que a educação é um caminho para fazer a diferença na vida de todos.

ISMART: Tem uma forma de minimizar isso? Como?
Sou profª. de matemática, então tento estar próxima, ser amiga, mostrar que não é desse jeito, fazer aula mais agradável para chamar atenção. Faço brincadeiras e trago jogos, para tirar o peso e deixar as coisas mais leves/fáceis.

ISMART: E a relação com os alunos?
NÁDIA: Eu acompanho, fico 2 ou 3 anos com a mesma turma. Na escola estadual, tenho 19 anos de trabalho. Conheço bem a comunidade, sou profª. dos filhos dos primeiros alunos!
E aos poucos vou conseguindo. Ouvir de uma criança “puxa estou gostando de matemática e ver que você faz parte disso, que é através de você que ela começou a gostar, é muito importante.
Ah, e eu sou muito transparente, diálogo é fundamental. Sempre digo “olhar assim não tá legal”. É muito importante essa relação!
E, no final, me torno amiga deles, tenho relação de proximidade com os alunos. Os que passaram para o Ismart principalmente, sempre tomo café ou almoço com eles, para saber como estão as coisas.

ISMART: E se não fosse a educação?
NÁDIA: Talvez eu seria menos feliz.

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