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Saudades

30/07/15

* Por André Paroni

Andre_Paroni_Notre_Dame (11)Olá novamente, pessoal! Aqui quem fala é o André Almeida Paroni, aluno do 3º ano do ensino médio no Colégio Objetivo de São Paulo, e é com o maior prazer do mundo que digo que concluí o curso de verão da Universidade de Notre Dame, o iLED.

Para ser sincero, não entendia toda aquela devoção que alunos e professores tinham pela universidade. Achava que era para nos impressionar ou nos fazer gostar da instituição, ou simplesmente exagero. Mas, após duas semanas, afirmo que não era exagero algum. É realmente tudo muito verdadeiro, funcional e tradicional. Tudo na universidade tem uma razão, uma história, uma pequena homenagem, um propósito e muito carinho. Das cadeiras que homenageavam antigos professores ao memorial que honrava antigos combatentes de guerra, o respeito está embutido em cada centímetro (ou qualquer outra unidade de medida que os americanos usam!) do câmpus.

Mas, mudando um pouco de assunto, quero dedicar o post ao sentimento que a Notre Dame me passou. Vocês se lembram de todas aquelas primeiras impressões que tive? Pois é, elas conseguiram ser superadas novamente… As aulas, no estilo americano, passam longe do giz e da lousa e envolvem o aluno: perguntas e respostas direcionadas aos alunos nos faziam entender sem ter de copiar uma única palavra. Debates envolventes, discussões que tratavam de temas maduros e pertinentes ao programa, como fome, escassez de recursos e possibilidades de melhorar o mundo, tornavam práticos os conhecimentos que tínhamos sobre a vida.

Além disso, as pessoas da faculdade e os alunos do programa nos ensinavam o que era diversidade. Aquele que andava de bicicleta para chegar a um prédio e aquele que optava pelo conversível importado eram simplesmente melhores amigos, assim como aquele indiano e aquele outro irlandês. Essa diversidade me proporcionou a oportunidade de conversar (ou tentar, pelo menos, haha) em japonês com a minha amiga Yoyo, moradora de Hokkaido, ou de aprender diversas palavras em chinês e de ensinar um pouco de português e até expressões em italiano.

Por falar em aprender e ensinar, Pedro e eu jogamos futebol com mexicanos, indianos e até americanos, que ficavam maravilhados com as embaixadinhas e com o domínio de bola que tínhamos, assim como aprendemos muito sobre futebol americano e basquete com nosso grande amigo canadense Reilly. Falando nele, é um pouco difícil tocar nesse assunto de amizade, pois foi este mesmo Reilly que disse a nós antes de partirmos “Stay in touch… I love you, bro”, ou “Mantenha contato… Eu te amo, irmão”, o que nos rendeu algumas horas de choro… mas seguimos em frente!

Por fim, gostaria de agradecer ao Ismart pelas duas melhores semanas da minha vida e pelas experiências que tive a oportunidade de vivenciar. Muito obrigado, pessoal, e até mais!

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